sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

RAZÕES DA CANDIDATURA - para "O ZURARA"

RAZÕES DA CANDIDATURA
Breves apontamentos

Trata-se do culminar de um processo amadurecido ao longo de muitos meses, como o provam as palavras e as intenções que, em meados do ano passado, manifestei aos microfones da Rádio Voz de Mangualde.
A questão que se me colocava, era a de decidir se deveria avançar com uma candidaturaindependente, ou aceitar o que, já então, era a vontade que, ainda que informalmente, me chegava das estruturas locais do CDS.
Acabei por me decidir pela segunda hipótese, tendo total autonomia para fazer desta candidatura uma candidatura aberta a todas as correntes que a nós se queiram juntar, suprapartidária, com o único objectivo de servir Mangualde e o bem-estar dosMangualdenses.
Candidato-me, pois:
• Em primeiro lugar, porque me parece que Mangualde necessita de mudança. O projecto do Dr. Soares Marques está esgotado, o PSD surge profundamente dividido e se doze anos (ainda que oito em coligação) são muito tempo, dezasseis seriam uma eternidade, até democraticamente inaceitável, se bem que legítima, face às disposições legais.
• Em segundo lugar, porque, ao contrário do que se pensará, me parece que, mais do mesmo, seria dar de bandeja o poder ao Dr. João Azevedo e, por arrastamento, ao Partido Socialista, Partido cuja acção se tem demonstrado desastrosa para o comum dos Portugueses, que não tardarão a abrir os olhos e dar-se conta (se é que ainda não deram… e às vezes até parece que não…) do enorme precipício para que teimam em atirar-nos… Importa dar aos Mangualdenses a hipótese de mudar de política e de políticos e, ao mesmo tempo, castigar a desastrosa política do Partido Socialista. E sou eu, exactamente, a encarnar esta possibilidade bem real de os Mangualdenses castigarem quem deve e tem de ser castigado:
• o Dr. Soares Marques pela clara ineficácia da sua acção, mormente nos últimos tempos, em que se deixou enredar numa teia incrível de interesses mesquinhos,muitos de ordem pessoal, que lhe complicaram de tal forma a vida, a ponto de oanularem;
• o Partido Socialista (e aqui o Dr. João Azevedo levará por tabela…) pela desastrada e desastrosa política que, de forma autista, teima em prosseguir.
Tenho, como sempre tive, o “bichinho” da política, mas agora o que está em causa é a minha profunda preocupação com a situação que, nomeadamente em termos sociais, decorrentes da problemática económica, laboral e de emprego, se vive no Concelho.
Não podemos ficar indiferentes ao drama que é, para largas centenas de Mangualdenses, ficar sem o seu emprego… e não ter quaisquer expectativas de, num futuro próximo, encontrar um trabalho alternativo.
Parece-me que posso ser útil a Mangualde e aos Mangualdenses, nomeadamente nesta fase difícil e de profunda descrença por que passamos.
É nos momentos difíceis que importa pôr ao serviço dos interesses colectivos e do bem estar das populações o conhecimento e as competências vastas e profundas que cultivei ao longo de uma vida dedicada à causa pública e as competências específicas que adquiri na minha actividade autárquica, seja como Vereador, dito de Oposição, ao longo de vários mandatos, seja enquanto Vice-Presidente da Câmara, funções que exerci durante oito anos e que me proporcionaram um contacto muito directo e enriquecedor com todas as problemáticas da vida municipal e com o sentir e necessidades do Concelho e dos seusMunícipes.
Estou totalmente disponível para servir Mangualde e os Mangualdenses e penso que, como ninguém, tenho condições ímpares para assumir o comando, não de uma equipa sectária, mas de uma equipa que ponha o interesse colectivo à frente dos interesses partidários, que sendo legítimos, encontrarão melhor altura para se afirmarem.
A este propósito, quero reafirmar que, se os Mangualdenses me derem o seu voto de confiança e me elegerem seu Presidente de Câmara, assumo que convidarei para meu Vice-Presidente o Dr. João Azevedo, dando-lhe oportunidade de, nas dimensões e com o interesse e disponibilidade que lhe conhecemos, contribuir para o desenvolvimento de Mangualde e de, ao mesmo tempo, ganhar uma experiência política, em termos autárquicos e de gestão, que, como todos reconhecerão, ainda lhe falta, mas que, no futuro, poderá vir a ser muito útil a esta nossa terra. Relativamente ao Dr. Soares Marques, pessoa por quem tenho toda a estima e consideração, isto independentemente das questões de ordem política que, de alguma forma, nos separam, entendo com toda a franqueza, que seria melhor para ele e também para Mangualde, que não se metesse nesta luta.
• Ele tem de ter consciência de que já teve doze anos para deixar a marca da sua gestão em Mangualde!
• Ele tem de ter consciência de que a situação em que hoje se encontra a Autarquia, nas suas inter-relações, é verdadeiramente catastrófica!
• Ele não deve ignorar que, à sua sombra e abusando da sua boa vontade, muitos tentaram chegar (e conseguiram) a funções para as quais não têm o mínimo de perfil ou condição!
• Ele não deve ignorar que a regra democrática é a da alternância, até para que os vícios não se enraízem e eternizem!
• Ele não tem de sair como um candidato derrotado, sendo justo que saia como um Presidente que soube chegar-se para o lado e sair, nessa condição, em momento certo!
• Ele não tem de se sujeitar à vontade das estruturas distritais do PSD, que não sendo capazes de encontrar alternativa, parecem querer impor-lhe a recandidatura, se calhar até para o afastar de candidato noutras eleições que aí vêm!
• Ele, apesar dos erros que cometeu e foi deixando cometer, merece sair com dignidade!
Acredito que tenho todas as condições para vir a merecer a confiança dos Mangualdenses, que bem pesarão o seu voto e não se deixarão condicionar pela emoção e pelos compromissos partidários.
Mangualde, Fev/2009
Castro Oliveira
___________________________________________________
“TÍTULOS”:
Se os Mangualdenses me derem o seu voto de confiança e me elegerem seu Presidente de Câmara, assumo que convidarei para meu Vice-Presidente o Dr. João Azevedo
Trata-se de candidatura aberta a todas as correntes que a nós se queiram juntar, suprapartidária, com o único objectivo de servir Mangualde e o bem-estar dos Mangualdenses
Importa dar aos Mangualdenses a hipótese de mudar de política e de políticos e, ao mesmo tempo, castigar a desastrosa política do Partido Socialista
O projecto do Dr. Soares Marques está esgotado, o PSD surge profundamente dividido
Relativamente ao Dr. Soares Marques, entendo que seria melhor para ele e também para Mangualde, que não se metesse nesta luta
Posso ser útil a Mangualde e aos Mangualdenses, nomeadamente nesta fase difícil e de profunda descrença por que passamos
Tenho todas as condições para vir a merecer a confiança dos Mangualdenses, que bem pesarão o seu voto e não se deixarão condicionar pela emoção e pelos compromissospartidários
ALGUMAS NOTAS BIOGRÁFICAS
António Albuquerque e Castro de Oliveira
59 anos
Licenciado em Matemática
Inspector Superior Principal da Inspecção-Geral da Educação
• Casado c/ M. Madalena G. S. Santana e Castro de Oliveira, Professora Titular do Departamento de Ciências Sociais e Humanas - História, da Escola Secundária Felismina Alcântara, em Mangualde
• 2 filhos: Nuno, 30 anos, Licenciado em Gestão de Marketing
Inês, 24 anos, finalista da Licenciatura em Direito
• DIMENSÃO POLÍTICA
Vice-Presidente da Câmara Municipal de Mangualde - 1998/2001 e 2002/2005
Vereador da Câmara Municipal de Mangualde - 81/84, 85/86 e 94/97
Vogal do Conselho Nacional de Fiscalização do CDS-PP
Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP
• DIMENSÃO SOCIAL
Director do jornal local "RENASCIMENTO" – Nov/89 a Jun/93
Membro activo de organizações culturais:
Orfeon Académico de Coimbra
Grupo de Cantares Populares da ACAB
Representante do Governador do Distrito 1970 de Rotary International
Sócio fundador e Presidente de Rotary Club de Mangualde – 85/86, 94/95
Sócio fundador e Vogal da Direcção da ACAB - Associação Cultural Azurara da Beira
Sócio fundador e Vogal da Direcção de Cooperativa Livreira - CIDADELA
Sócio e Presidente da Direcção de Cooperativa Agropecuária -COAPE
Sócio fundador e Director-Geral de empresa de serviços - PROCÂMBIO
Sócio fundador e gerente de empresa comercial -DIVERMAN
Sócio do Sindicato dos Professores - Delegado Sindical em 84/85, 85/86, 86/87
Sócio do Sindicato dos Inspectores de Ensino
Sócio de várias organizações/instituições locais
Representante da Câmara Municipal de Mangualde na AIRC
Membro do Secret. Organizador Acção e Coordenador Grupos Estudo na Universidade
Membro da Comissão Coordenadora dos C. Directivos do Distrito de Viseu... ... ...
• DIMENSÃO PROFISSIONALDIRECÇÃO, CHEFIA E GESTÃO
Presidente de Conselho Directivo
Presidente de Conselho Pedagógico
Presidente de Conselho Administrativo
Secretário de Conselho Directivo
Vice-Presidente de Conselho Administrativo
OUTROS CARGOS PEDAGÓGICOS
Director de Turma
Subdelegado de grupo
Docente Orientador do Instituto Politécnico de Viseu - ESE
Inspector de Educação - IGE
Inspector Principal Adjunto
Inspector Principal
Inspector Superior
Inspector Superior Principal

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA AO "RENASCIMENTO"

ENTREVISTA AO “RENASCIMENTO”-



- Quando se esperava que já estivesse desvinculado da vida política activa, surge como candidato à Câmara Municipal. Porquê?


Tão só porque (man)tenho, como sempre tive, o “bichinho” da política e porque me parece que posso ser útil a Mangualde e aos Mangualdenses, nomeadamente nesta fase difícil e de profunda descrença por que passamos. Ora, é exactamente nos momentos difíceis que importa pôr ao serviço dos interesses colectivos e do bem-estar das populações o conhecimento e as competências vastas e profundas que cultivei ao longo de uma vida dedicada à causa pública e as competências específicas que adquiri na minha actividade autárquica, seja como Vereador, dito de Oposição, ao longo de vários mandatos, seja enquanto Vice-Presidente da Câmara, funções que exerci durante oito anos e que me proporcionaram um contacto muito directo e enriquecedor com todas as problemáticas da vida municipal e com o sentir e necessidades do Concelho e dos seus Munícipes.


- Foram as declarações recentes do actual Presidente da Câmara a uma rádio, que determinaram a sua decisão?


É mais que óbvio que não! Trata-se, isso sim, do culminar de um processo amadurecido ao longo de muitos meses, como o provam as palavras e as intenções que, em meados do ano passado, manifestei aos microfones da Rádio Voz de Mangualde. A questão que se me colocava, era a de decidir se deveria avançar com uma candidatura independente, ou aceitar o que, já então, era a vontade que, ainda que informalmente, me chegava das estruturas locais do CDS. Acabei por me decidir pela segunda hipótese, em primeiro lugar, porque me seria difícil e penoso confrontar o CDS com o dilema de não concorrer e me declarar apoio ou de apresentar uma candidatura que sempre surgiria em oposição à minha, e em segundo lugar, porque recolhi entendimentos no sentido de que, mesmo concorrendo com a siglado CDS (o que evita os processos organizativos morosos e complexos de uma lista independente), tenho total autonomia para fazer desta candidatura uma candidatura aberta a todas as correntes que a nós se queiram juntar, suprapartidária, com o único objectivo de servir Mangualde e o bem-estar dos Mangualdenses. Reportando-me à entrevista do Dr. Soares Marques, direi que, o que aí afirma apenas vem confirmar a necessidade da minha candidatura. É o que concluo do que ele diz e do muito que não diz, mas que fica implícito…


- Assim, arredou de vez a hipótese de coligação adiantada pelo Dr. Soares Marques?


Não fui eu a arredar nem a deixar de arredar. Essa é uma questão que, em primeira linha, é partidária e, nessa matéria, se os Partidos entenderem coligar-se, quem sou eu para me opor?Acontece que, da análise que faço e que determina a minha disponibilidade para o combate que se avizinha, não consta como desejável tal hipotética coligação. E eu explico-lhe porquê:

• Em primeiro lugar, porque me parece que Mangualde necessita de mudança. O projecto do Dr. Soares Marques está esgotado, o PSD surge profundamente dividido e se doze anos (ainda que oito em coligação) são muito tempo, dezasseis seriam uma eternidade, até democraticamente inaceitável, se bem que legítima,f ace às disposições legais. Ora a coligação avançada pelo Dr. Soares Marques, seria para o manter no poder e não para criar uma nova realidade, seja em termos de protagonistas, seja em termos de projecto.

• Em segundo lugar, porque, ao contrário do que se pensará, me parece que, mais do mesmo, seria dar de bandeja o poder ao Dr. João Azevedo e, por arrastamento, ao Partido Socialista, Partido cuja acção se tem demonstrado desastrosa para o comum dos Portugueses, que não tardarão a abrir os olhos e dar-se conta (se é que ainda não deram… e às vezes até parece que não…) do enorme precipício para que teimam em atirar-nos…Importa, isso sim, dar aos Mangualdenses a hipótese de mudar de política e de políticos e, ao mesmo tempo, castigar a desastrosa política do Partido Socialista. E sou eu, exactamente, a encarnar esta possibilidade bem real de os Mangualdenses castigarem quem deve e tem de ser castigado:



  • • o Dr. Soares Marques pela clara ineficácia da sua acção, mormente nos últimostempos, em que se deixou enredar numa teia incrível de interesses mesquinhos,muitos de ordem pessoal, que lhe complicaram de tal forma a vida, a ponto de oanularem;


  • • o Partido Socialista (e aqui o Dr. João Azevedo levará por tabela…) pela desastrada e desastrosa política que, de forma autista, teima em prosseguir.

- Estará disponível para uma coligação pós eleitoral?

Preocupado, como estou, com a situação que, nomeadamente em termos sociais, decorrentes da problemática económica, laboral e de emprego, se vive hoje no Concelho, estou totalmente disponível para servir Mangualde e os Mangualdenses. Mas penso que, como ninguém, tenho condições ímpares para assumir o comando, não de uma equipa sectária, mas de uma equipa que ponha o interesse colectivo à frente dos interesses partidários, que sendo legítimos, encontrarão melhor altura para se afirmarem. A este propósito, permita-me que lhe diga o que já tive oportunidade de, por mais de uma vez afirmar, mas que não será demais repetir: se os Mangualdenses me derem o seu voto de confiança e me elegerem seu Presidente de Câmara, assumo que convidarei para meu Vice-Presidente o Dr. João Azevedo, dando-lhe oportunidade de, nas dimensões e com o interesse e disponibilidade que lhe conhecemos, contribuir para o desenvolvimento de Mangualde e de, ao mesmo tempo, ganhar uma experiência política, em termos autárquicos e de gestão, que, como todos reconhecerão, ainda lhe falta, mas que, no futuro, poderá vir a ser muito útil a esta nossa terra. Convidá-lo-ei a ele e também ao candidato que o PSD vier a apresentar, para que façam parte da minha equipa e assumam pelouros de responsabilidade, jogando forte num futuro melhor, feito com todos, no respeito por todos e por cada um e no reforço do corpo político eleito, em detrimento dos para-políticos que hoje enxameiam os gabinetes autárquicos, mas a quem, independentemente das suas competências, falta a legitimidadedo voto livremente expresso.


- Se for eleito Presidente não o assusta gerir uma Câmara de quem se diz estarsuper endividada?


Não sou homem para me assustar com essas, nem com outras coisas. Se tivesse medo, ficava quietinho no meu canto e deixava “correr o marfim”, como costuma dizer-se. Claro que me preocupo com a questão da dívida, do desequilíbrio orçamental e das persistentes dificuldades financeiras, mas com rigor e muito realismo, encontraremos forma de cumprir as nossas obrigações, na linha do que outras autarquias têm conseguido fazer, definindo e cumprindo planos de pagamento, assegurando a estabilidade dos que servem a Autarquia e investindo no fundamental, muito mais que no supérfluo e no efémero.


- O Dr. Castro esteve do outro lado da parceria público-privada que o actualexecutivo quis implementar. Continua contra uma parceria desse tipo?


Claro que continuo. As minhas posições são, nesta como em todas as matérias, posições de princípio e nunca posições oportunistas, que variem consoante os ventos… e os interesses. Como na altura tive oportunidade de publicamente explicitar, sou contra a parceria público-privada que o Executivo queria implementar, por considerar que a sua aprovação determinaria uma hipoteca do futuro dos nossos filhos, por dezenas de anos, no que se constituiria como uma decisão imoral e ilegítima dos actuais detentores do poder, que, satisfazendo as suas vaidades e ignorando o direito de, os que virão depois de nós, poderem ter as suas próprias opções sobre o futuro, se pretendiam assumir como donos desse futuro, talhado à sua imagem. De facto, o que estava em causa era entregar a execução de um rol interminável de obras à gestão discricionária e aos interesses insaciáveis de alguns, que assumiriam a sua construção de forma nada transparente e em posição de vantagem, ficando os custos dessas obras e do seu uso para os cofres camarários, que assumiriam um encargo que, em praticamente todos os casos, ultrapassaria em muito a vida útil dessas obras, ainda por cima sem cuidar de explicitar as condições (e os custos…) em que se efectuaria a sua manutenção e funcionalidade. Parcerias público-privadas poderão existir, isso sim, para obras cuja exploração se autofinancie,ou para sectores ou serviços em que os privados consigam oferecer condições mais vantajosas na prestação de um determinado serviço público, sem sobrecargas para as parcas finanças autárquicas, o que não era o caso da parceria que o Executivo apresentou e tudo fez (até de uma forma muito pouco ética e assente em ataques inadmissíveis aos que tinham diferente perspectiva) para que fosse aprovada.


- O Senhor esteve contra a implantação do Centro Comercial Modelo. Choca-o verali aquele espaço comercial?


Evidentemente! E a quem é que não choca ver um dos locais mais centrais da cidade e para onde estava projectada uma nova centralidade urbana e habitacional, ser ocupado com uma superfície comercial daquela dimensão, que, penso, terá desrespeitado a lei e em especial o PDM e que, passando por cima de obrigatórios procedimentos que aos outros são exigidos, a Câmara entendeu licenciar? Isto já para não falar da solução engendrada para aquela rotunda introduzida à força na Avenida e nas promiscuidades procedimentais nunca devidamente aclaradas, até porque parece não ter interessado a ninguém que tal se verificasse… Mas ela lá está, com as consequências urbanísticas, mas também económicas e sociais de que todos nos vamos dando conta! É a cidade e o Concelho a “secar” no seu tecido económico básico…, com as consequências sócio-económicas e culturais que o tempo se encarregará de deixar bem patente. Não tarda que nas nossas aldeias nem um pequeno comércio subsista… e, quanto à cidade e à sua dinâmica, é só querermos abrir os olhos!


- Quais são as carências imediatas do concelho?


As maiores carências são hoje de carácter social, já que não podemos ficar indiferentes ao drama que é, para largas centenas de Mangualdenses, ficar sem o seu emprego… e não ter quaisquer expectativas de, num futuro próximo, encontrar um trabalho alternativo. É, pois, absolutamente necessário conjugar esforços no sentido de se encontrarem novos pólos de desenvolvimento, seja na retomar da agricultura, desbaratada ao longo dos últimos já longos anos, seja na redinamização do tecido comercial (e Mangualde já foi tão grande neste domínio…), seja na captação de pequenas e médias unidades industriais (que, ao que parece, acabam por ser as mais fiáveis…) a ancorar em meia dúzia de grandes empresas, seja na aposta no sector terciário, dos serviços especializados, garante de um futuro para os nossos jovens, cada vez mais portadores de um conhecimento e de níveis de formação que os coloca na linha da frente de um futuro que queremos melhor para todos. Para lá disto, que, nas circunstâncias, é a prioridade das prioridades, há que dar continuidade ao esforço de dotar todo o Concelho e cada uma das suas Freguesias e povoações, das infraestruturas básicas, hoje absolutamente indispensáveis a uma vivência, a que todos temos igual direito, com um mínimo de dignidade e qualidade.


- Qual seria a sua obra emblemática?


Hoje, mais que obras de regime, o que importa é que pensemos no bem-estar de todos e nos centremos no essencial e em bem aplicar os recursos escassos de que dispomos. Seja como for, sempre direi, mesmo antecipando-me à indispensável reflexão conjunta que, necessariamente, farei com quem aceitar acompanhar-me, que Mangualde, a exemplo de tantas outras cidades da sua dimensão, merece ter, activo e ao serviço dos múltiplos interesses que aí se cruzam, um Centro de Congressos, aglutinador de toda uma multiplicidade de actividades e dinamizador da nossa realidade económica e social. Numa diferente perspectiva e mesmo tendo em conta os problemas, que, esperemos, se não eternizem, da actual situação económica e empresarial, penso que Mangualde tem absoluta necessidade de definir e levar por diante a construção de um “parque empresarial”, bem dimensionado e com condições para atrair a instalação de novas unidades, sejam industriais, sejam comerciais (grande comércio), sejam de serviços. Não pensar nisso é ignorar as potencialidades da proximidade da A25, é ignorar o importância estratégica do caminho-de-ferro, é ignorar o posicionamento de Mangualde enquanto entreposto entre e o mar e a Europa, situados que estamos a cento e poucos quilómetros de Aveiro e de Vilar Formoso…


- Entende que o Dr. Soares Marques se deve recandidatar? Onde acha que o Dr. Soares Marques quis chegar com a afirmação feita recentemente à Imprensa de que “Tudo farei para que a Câmara de Mangualde não venha a ser assumida por um bando de aventureiros”?


Importa, antes de mais, dizer que tenho toda a estima e amizade pelo Dr. Soares Marques, isto independentemente das questões de ordem política que, de alguma forma, nos separam. Mas, quanto à sua recandidatura, entendo, com toda a franqueza, que seria melhor para ele e também para Mangualde, que não se metesse nesta luta. Ele tem de ter consciência de que já teve doze anos para deixar a marca da sua gestão em Mangualde! Ele tem de ter consciência de que a situação em que hoje se encontra a Autarquia, nas suas inter-relações, é verdadeiramente catastrófica! Ele não deve ignorar que, à sua sombra e abusando da sua boa vontade, muitos tentaram chegar (e conseguiram) a funções para as quais não têm o mínimo de perfil ou condição! Ele não deve ignorar que a regra democrática é a da alternância, até para que os vícios não se enraízem e eternizem! Ele não tem de sair como um candidato derrotado, sendo justo que saia como um Presidente que soube chegar-se para o lado e sair, nessa condição, em momento certo! Ele não tem de se sujeitar à vontade das estruturas distritais do PSD, que não sendo capazes de encontrar alternativa, parecem querer impor-lhe a recandidatura, se calhar até para o afastar de candidato noutras eleições que aí vêm! Ele, apesar dos erros que cometeu e foi deixando cometer, merece sair com dignidade! Quanto à afirmação que fez à Imprensa, que é muito mais forte do que a citada pelo Renascimento, já que afirmou textualmente que: ”Eu farei tudo para que as rédeas de Mangualde não venham a ser assumidas por um bando de aventureiros, de guerrilhistas, deincultos, de analfabetos, inexperientes, político-dependentes, que apenas querem alcançar o poder por vaidadezinhas e para satisfazer clientelas pessoais e partidárias”, o que tenho a dizer é que, face a tudo o que afirmou, se dirigia directa e objectivamente à candidatura do Partido Socialista. Ora, eu, apesar da minha amizade para com o Dr. António Soares Marques, não posso estar de acordo com esta forma de se dirigir aos adversários que, como é óbvio, têm todo o direito à afirmação dos seus projectos e a serem respeitados. Penso que terá sido uma afirmação feita no “calor” da entrevista e que não será sentida. Talvez se justificasse que o Dr. Soares Marques pedisse desculpa destas afirmações graves à candidatura do Partido Socialista e, nomeadamente, ao Dr. João Azevedo, candidato já assumido, que com ele partilha responsabilidades no actual Executivo Camarário. Mas, ainda voltando à entrevista, deixe só que diga que me agradou a forma justa como o Dr. Soares Marques se referiu ao papel do CDS e a mim em particular, enquanto mantivemos a coligação na Câmara Municipal. Não esperava dele outra coisa!


- Caso não vença as eleições e seja eleito vereador, assumirá o cargo?


Não sou daqueles que só ficam se ganharem. Reconheço a utilidade do meu papel em qualquer lugar e sejam quais forem as responsabilidades que vier a ter no Executivo. Significa isto que lá estarei, numa atitude positiva, responsável, mas necessariamente exigente.Mas, com verdade, acredito que tenho todas as condições para vir a merecer a confiança dos Mangualdenses, que bem pesarão o seu voto e não se deixarão condicionar pela emoção e pelos compromissos partidários, pelo que o que está em causa é saber se os candidatos do PSD e do PS assumirão as funções de Vereadores… o que, fico certo, acontecerá, até porque sei que eles, como eu, são motivados pelos superiores interesses de Mangualde.

Não queria terminar, se é que me dá licença para isso, sem agradecer ao Renascimento a oportunidade que me dá de fazer chegar a minha mensagem aos Mangualdenses e sem dirigir uma palavra de afirmação de muita consideração e estima quer ao candidato já assumido do Partido Socialista, Dr. João Azevedo, quer ao Dr. Soares Marques, na sua condição de actual Presidente da Câmara.

Da Comunicação Social local e regional, e em especial do Renascimento, espero que aja com independência e no igual tratamento das candidaturas.

Dos candidatos fico certo de que recolho idêntica consideração e amizade e que, juntos, cada um a seu modo, contribuiremos para que os Mangualdenses, no leque variado dasopções que lhes colocamos, saibam escolher o melhor para, nas actuais condições e circunstâncias, servir os interesses de Mangualde.

E, uma última palavra, esta dirigida directamente a cada um e a todos os eleitores: Preciso do vosso apoio! Juntem a vossa determinação e vontade à que é a minha determinação e vontade de vos servir e aos interesses de Mangualde! Obrigado!


FEV/2009