segunda-feira, 27 de julho de 2009

TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS...

“Isto é uma vergonha (...) Trata-se de tráfico de influências (…)

A democracia não permite traficâncias (…)”


Foi. Foi exactamente isto o que afirmou Francisco Louçã a propósito do convite que terá sido feito pelo Primeiro Ministro José Sócrates a Joana Amaral Dias, conhecida militante do Bloco de Esquerda, para que aceitasse o 2º lugar da lista candidata às Legislativas por Coimbra, ou, no mínimo, para que declarasse público apoio à candidatura do Partido Socialista, a troco de um futuro lugar à frente do IDT-Instituto da Droga e da Toxicodependência.

É. É exactamente isto o que pode e tem de ser afirmado, aqui e agora, a propósito dos convites que, numa despudorada “pesca à linha”, o PSD, aqui e ali o seu candidato Dr. Soares Marques e, em muitos casos, os que lhe estão próximos (alguns deles permitem mesmo gabar-se disso, quando o que fazem é uma triste figura…), têm vindo a fazer a conhecidos militantes e simpatizantes do CDS-PP (e de outras forças políticas) para que, a troco de favores feitos ou prometidos, aceitem lugares nas listas candidatas às Autárquicas, ou, no mínimo, declarem apoio ou subscrevam uma dita “lista de honra” do PSD.

E, ao falar de favores, estamos a tratar de situações que têm a ver com a Câmara, como sejam o pagamento de dívidas em atraso, …, a facilitação na aprovação de projectos, …, as promessas de emprego, …, as extensões de rede eléctrica, …, as promoções na carreira, …, o fechar os olhos ao estrito cumprimento do PDM, … … …, o que diga-se É UMA VERDADEIRA VERGONHA, que indignifica quem os faz, mas também quem os aceita, mesmo se confrontados com o “lembrete”, que não é mais que uma “cobrança”, com laivos de “ameaça”: “quando precisaste (precisares) de mim/de nós… agora sou eu/somos nós a precisar de ti…”. Chama-se a isto “TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS”…

E se aos favores e promessas a uns, juntarmos as ameaças a outros, de uma maneira geral assumidas por quem vegeta à sombra do Dr. Soares Marques, de não renovação de contratos,…, de dificultação de pretensões, …, de exclusão de fornecedores, … … …, face a apoios assumidos ou declarados a outros Partidos ou participação nas suas listas candidatas, a situação ainda mais se complica e A VERGONHA É AINDA MAIOR!!!

Que concluir então?

Que os métodos são os mesmos, que a me_ _a é a mesma…, havendo tão só que distinguir entre o âmbito nacional da proposta indecorosa do Partido Socialista e o âmbito local das propostas e convites indecentes do PSD, que aqui e agora nos compete denunciar, já que o que temos é a Câmara a operar como sucursal do PSD, o que é totalmente inadmissível.

Mudando de assunto, mas continuando a falar de coisas importantes, temos que:
  • Se esqueceu (mas não pode ficar esquecido) o que se passou em termos de utilização de meios públicos, nomeadamente pela candidatura do PSD/Dr. António Soares Marques.
  • Continuam sem resposta as questões que coloquei acerca de quem assumirá a Vice-Presidência no caso de vitória do PS ou do PSD (e de se os segundos elementos das listas assumirão ou não a Câmara a tempo inteiro).
  • A questão do Ciclo de Debates Públicos, para que “desafiei” os outros candidatos e a Comunicação Social, ganhou entretanto nova dinâmica, com o “RENASCIMENTO” pela voz do seu Director Nelson Veiga a juntar-se ao “MANGUALDE ONLINE” e disponível para dinamizar o processo.

Assim o queiram/não o temam o Dr. João Azevedo, o Dr. Soares Marques e também o entretanto anunciado candidato da CDU, Dr. Manuel Rodrigues, que, embora não conheça, aproveito para cumprimentar.



Mangualde, 27 de Julho de 2009
António A Castro Oliveira

segunda-feira, 20 de julho de 2009

SILÊNCIO ENSURDECEDOR...


SILÊNCIO ENSURDECEDOR…


Continuam o PS e o PSD, continuam os meus amigos Dr. João Azevedo e Dr. António Soares Marques, a não responder, nem minimamente, às questões que, em nome dos Mangualdenses e da verdade, venho levantando.

Talvez pensem que “a onda passará por cima”, sem os molhar,…, talvez acreditem que é possível
manter os eleitores anestesiados pelas promessas e indiferentes às questões de fundo que devem
marcar esta campanha eleitoral que se avizinha.
Mas desenganem-se, se é que é esse o seu pensamento, já que é minha intenção não lhes dar tréguas, enquanto não responderem a estas e outras questões, que entendo determinantes para a decisão criteriosa que, em breve, os Mangualdenses serão chamados a tomar, decisão que se repercutirá na nossa vida colectiva, no mínimo, para os próximos 4 (quatro) anos.

Ora, essa decisão tem de ter lugar em cima da verdade e da transparência e não em cima das meias verdades, da mentira, da indefinição, da opacidade…, num “depois se verá…”, que dará para tudo, quando já se mostrar impossível emendar a mão, que é como quem diz, corrigir o voto.

Significa isto que é sua obrigação estrita:

• assumir no imediato a informação acerca dos custos da campanha, principalmente da que, desde tão cedo, diga-se que injustificadamente e sem qualquer sentido, têm na rua, numa despudorada manifestação de poder económico de que importa conhecer a proveniência;

• explicitar o que acontecerá caso vençam as eleições (e esperemos que, de forma inteligente, os Mangualdenses não lhes dêem esse gosto…), nomeadamente no que se refere à real disponibilidade para assumir responsabilidades plenas, dos seus números dois e à clarificação imediata de quem indicarão para Vice-Presidente, o que, ao contrário do que possa parecer, não é questão menor;

• esclarecer se sim ou não estão disponíveis para o “ciclo de debates públicos”, cuja ideia lancei no desafio que fiz à comunicação social do Concelho, para que se garanta e exija informação acerca do pensamento dos candidatos sobre os múltiplos problemas da nossa vida colectiva.

Se o não fizerem, parece ser legítimo concluir que têm algo a esconder… (ou que não sabem ou têm dificuldade em explicar o que pretendem fazer), o que não abona nada em favor da transparência e da verdade com que todos nos devemos colocar, olhos nos olhos, face aos Mangualdenses!

Mas se é essa a postura do PS e do PSD, se é essa a postura do Dr. João Azevedo e do Dr. Soares Marques, o que se espera é que a comunicação social (importará referir que o Mangualde Online teve o cuidado de me comunicar a sua abertura para o desafio que coloquei, no que se refere aos debates propostos) opte por uma postura actuante e denunciadora desta atitude, agindo, como sempre agiu, na defesa de valores e de princípios e na busca do melhor para Mangualde e para os
Mangualdenses.

Por mim, até prova em contrário, continuo a acreditar que assim acontecerá e que a comunicação
social não permitirá que continuemos a ser fustigados por este “SILÊNCIO ENSURDECEDOR”!

Debruçando-nos agora sobre duas temáticas, a da promessa de empregos, já abordada no artigo de há uma semana e a das obras AGRIS que enxameia os blogs desta nossa terra, temos que:

• Ao que se vai sabendo, é agora a vez de o PSD andar à pesca de alguns (até de familiares próximos de elementos preponderantes de outras candidaturas…) a quem acena com futuros e chorudos lugares, isto ao mesmo tempo que surgem queixas de não renovação de contratos e de pressões de todo ilegítimas, sobre os que ousam não ser fieis…
Até quando e até onde vãos estas atitudes ilegítimas e eticamente reprováveis?

• No que toca às obras AGRIS e às efectivas condições em que foram efectuadas, há que distinguir entre a sua real importância para as gentes das nossas freguesias e a correcção do modelo processual adoptado, não sendo legítimo endeusar uns porque as realizaram (se foi em três dias não pode estar bem…), ao mesmo tempo que se diabolizam outros porque, no tempo em lhes terá sido comunicada a aprovação, entenderam ou não tiveram condições para as realizar.

Nisto, como em tudo, não há Deus e Diabo… sendo que, também nesta matéria, a acção da comunicação social, nomeadamente em termos do cabal esclarecimento da situação, seria de extrema e inegável importância…. até para que se conheçam os métodos, os compadrios (se é que os há…) e a competência de quem governa e quer continuar a governar as nossas freguesias…

Indiferente às pequenas questiúnculas e adoptando um tempo próprio para a apresentação da minha equipa e do meu projecto aos Mangualdenses, continuarei esta luta a que me propus, sem quaisquer vacilações ou cedências…

A seu tempo os Mangualdenses me julgarão…

Mangualde, 20 de Julho de 2009
António A Castro Oliveira

segunda-feira, 13 de julho de 2009

E SE FALÁSSEMOS DE COISAS SÉRIAS...!!!

E SE FALÁSSEMOS DE COISAS SÉRIAS…

O tema da minha crónica da passada semana parece ter dado que falar… vá de justificações, com o PSD a minimizar o uso dos meios públicos que todos puderam observar (foi a montagem do palco e meios complementares, feita durante a semana que antecedeu a dita “festa das freguesias”, foi o transporte das barracas e das mesas na manhã de domingo, … e o mais que não interessará aqui e agora aprofundar) e com o PS a argumentar que tem contas transparentes e que está à espera que a Câmara apresente a factura da utilização do Pavilhão…
Palavras, para quê…?
Todos percebem como as coisas se passaram…, mas, mais importante que isso, seria que, quer o PSD, quer o PS, explicassem, em pormenor e com rigor, aos Mangualdenses, quanto custa cada outdoor (usado e sistematicamente renovado por mais de 3 meses), quanto custa o arrendamento das sedes, quanto custaram as festanças de apresentação das candidaturas, quanto custam as “comezainas” que têm lugar um pouco por todo o lado, …., e, já agora, de onde está a vir o dinheiro: são contribuições individuais devidamente tituladas, são contribuições empresariais (cuja ilegalidade é manifesta), …, ou existe quem (seja entidade pública ou privada…) esteja a assumir, no todo ou em parte, estas enormes despesas, furtando-as, dessa forma, ao controlo efectivo de custos da campanhas autárquica?
E, já que falamos de coisas sérias, que tal solicitar ao PSD e ao PS e aos seus candidatos, os meus estimados amigos Dr. António Soares Marques e Dr. João Azevedo, que, tão cedo quanto possível, esclareçam os Mangualdenses acerca das seguintes questões, que surgem como pertinentes:
Caso o PSD vença as eleições:
  • Assume o Dr. Soares Marques que, em caso algum, abdicará da Presidência?
  • Vai ou não o Dr. Sobral Abrantes assumir o lugar de Vereador a tempo inteiro?
  • Quem vai ser o Vice-Presidente da Câmara? O Dr. Sobral Abrantes ou … o MajorJosé Ferrinho?
Caso o PS vença as eleições:
  • Vai o Dr. João Azevedo poder cumprir as promessas de criação de milhares de postos de trabalho no Concelho? Com que meios (é cada vez mais previsível a derrota eleitoral do PS nas Legislativas…), com que certeza e com que legitimidade?
  • Vai o Dr. João Azevedo poder satisfazer as promessas pessoais de emprego que vêm sendo feitas por gente da sua candidatura, em troca de declarado apoio ou departicipação nas listas?
  • Vai ou não o Eng. Joaquim Patrício assumir o lugar de Vereador a tempo inteiro?
  • Quem vai ser o Vice-Presidente da Câmara? O Eng. Joaquim Patrício ou … o senhorJoão Lopes?
• Comigo e com o CDS-PP as coisas são bem claras.
Independentemente de quem comigo vai estar nesta luta (no tempo próprio os seus nomes serão divulgados… importando lembrar que a data limite de apresentação das listas é o dia 17 de Agosto, o que significa que falta ainda mais de um mês):
  • Privilegiarei a constituição de um corpo político forte e plural, com Vereadores a tempo inteiro (do CDS-PP e do PSD e do PS, que, espero, em nome do interesse colectivo, aceitem assumir as suas responsabilidades), evitando situações de conflito de interesses e até de promiscuidade que a condição de meio tempo proporciona.
  • Limitarei ao mínimo indispensável os membros dos Gabinetes de Apoio, evitandoque não-políticos, sem qualquer legitimidade democrática, assumam competênciasque não são/não devem ser as suas.
  • Convidarei o Dr. João Azevedo para as funções de Vice-Presidente.o Convidarei o Dr. Soares Marques para as funções de Vereador a tempo inteiro, distribuindo-lhe pelouros adequados à sua formação, capacidade e competências.
A terminar, um desafio à Comunicação Social do Concelho: “Renascimento”, “Notícias da Beira”, “O Zurara”, “Rádio Voz de Mangualde”, “Mangualde online”, “Mangualde.net”, “Dão TV”, …
Que tal unirem-se num projecto “patriótico” de, ao longo de Setembro/Outubro, levar a cabo um ciclo de debates públicos entre os candidatos, para que se conheça e se confronte o seu pensamento, em áreas tão importantes como são, p. e., o ordenamento do território e o urbanismo, a política financeira e o investimento público, a gestão do pessoal, a política educativa e cultural/desportiva, a política social, o desenvolvimento económico, …?
Da minha parte, total disponibilidade… e, fico certo, até porque penso conhecê-los e não tenho razões para duvidar do seu amor por esta nossa terra, nem o Dr. Soares Marques, nem o Dr. João Azevedo, …, nem qualquer outro candidato (que muito provavelmente surgirá), se furtarão a estes debates, muito mais importantes que outdoors, festas, comícios, carros de som …, dinheiro estupidamente gasto em detrimento do debate de ideias e projectos…

Mangualde, 13 de Julho de 2009
António A Castro Oliveira

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A FALTA DE DECORO NÃO TEM LIMITES...!!!

A FALTA DE DECORO NÃO TEM LIMITES…
• QUEM PAGA AS CENTENAS DE MILHAR DE EUROS QUE JÁ FORAM GASTOS PELO PS E PELO PSD NESTA PRÉ-CAMPANHA?
• QUE INTERESSES OBSCUROS ESTÃO POR TRÁS DESSES PAGAMENTOS?
• ATÉ ONDE VAI A PROMISCUIDADE ENTRE O PODER INSTALADO E AS CAMPANHAS EM CURSO?
Vem isto a propósito do que, em termos de pré-campanha, se vem verificando em Mangualde…
Sem qualquer ideia ou projecto assumido, vá de as candidaturas do PS e o PSD, partidos que apresentam como cabeças-de-lista, respectivamente o Dr. João Azevedo e o Dr. Soares Marques, meus estimados amigos, que aproveito para cumprimentar, mas cujas campanhas me vejo obrigado a abertamente criticar, enxamearem Mangualde e o Concelho com centenas de outdoors, numa manifestação despudorada, mesmo afrontosa, de poderio económico, de que importaria averiguar as fontes, que mais não é que clara falta de respeito pelos mangualdenses no geral e, em particular pelos cerca de um milhar de desempregados que, infelizmente, temos no Concelho e que sobrevivem com subsídio que, todos sabemos, não irá durar eternamente…
É que, a colocação e manutenção por alguns meses destas centenas de outdoors custa centenas de milhar de euros e, como bem se entende, a situação económica e social do País e da nossa terra não é nada compatível com este esbanjamento… que é uma afronta e um ultraje perante todos aqueles a quem se pedem sistemáticos sacrifícios.
E, se é assim com os outdoors, o que dizer dos custos das festas ditas de apresentação das candidaturas, a do PS feita no Pavilhão Municipal (de que a Câmara deveria ter exigido devido pagamento, no mínimo dos custos decorrentes da utilização) de forma muito profissional e, inquestionavelmente muito cara (pese embora o empenho visível das estruturas locais), a do PSD feita com uma festa dita das freguesias, onde se aproveitou para trincar uns porcos no espeto e beber uns bons copos, ao mesmo tempo que se ouvia um cantor com nome nacional (quanto custou e quem terá pago?), sendo que quer o palco, quer as barraquinhas e mesas e respectivos meios de apoio foram montados à custa de todos nós, pelo pessoal da Câmara, em pleno horário de trabalho…, nalguns casos em trabalho extraordinário…
Bem sabemos que não é só em Mangualde que assim acontece, mas tal não significa que nos quedemos pelo silêncio, face a este despudorado uso de meios públicos pelos interesses partidários, ainda mais quando ainda nem sequer estamos em campanha eleitoral… bem longe disso…
Ser poder central ou local, ser Governo do País ou do Concelho é ter obrigação estrita de colocar os interesses públicos afastados destes mesquinhos interesses de grupo, no caso partidários… e, infelizmente, estamos perante situações concretas que, num efectivo País de Direito, deveriam ser averiguadas e exemplarmente punidas.
Acontece que estamos em Portugal e em Mangualde, na primeira década do século XXI… e as coisas são o que são, pelo que, a única resposta possível será a dos eleitores, no momento exacto demostrarem com o seu voto de que lado estão… do lado da verdade e do rigor ou do lado da promiscuidade, do desvario, …, da vergonha.

Mangualde, 06 de Julho de 2009
António A Castro Oliveira